Ana Lins do Guimarães Peixoto Bretas, conhecida como Cora Coralina,nasceu na cidade de Goiás, em 20 de agosto de 1889 e faleceu em Goiânia em 10 de abril de 1985. Foi uma poetisa brasileira.
Filha de Francisco de Paula Lins dos Guimarães Peixoto, desembargador nomeado por D. Pedro II, e de Jacinta Luísa do Couto Brandão, Ana nasceu e foi criada às margens do rio Vermelho, em casa comprada por sua família no século XIX, quando seu avô ainda era uma criança. Estima-se que essa casa foi construída em meados do século XVIII, sendo uma das primeiras construções da antiga Vila Boa de Goiás. Casou-se com Cantídio Tolentino de Figueiredo Bretas. Teve quatro filhos, 15 netos e 19 bisnetos.
Mulher simples, doceira de profissão, tendo vivido longe dos grandes centros urbanos, alheia a modismos literários, produziu uma obra poética rica em motivos do cotidiano do interior brasileiro, em particular dos becos e ruas históricas de Goiás.
Começou a escrever os seus primeiros textos aos catorze anos de idade, publicando-os nos jornais locais apesar da pouca escolaridade, uma vez que cursou somente as primeiras quatro séries, com Mestra Silvina. Publicou nessa fase o seu primeiro conto, Tragédia na Roça.
Com a morte do marido, Cora ficou ainda com três filhos para acabar de criar. Sem se deixar abater, vendeu livros em São Paulo, mudou-se para Penápolis, no interior do Estado, onde passou a vender lingüiça caseira e banha de porco que ela mesma preparava. Mudou-se em seguida para Andradina, até que, em 1956, retornou para Goiás.
Ao completar cinqüenta anos de idade, a poetisa sofreu uma profunda transformação em seu interior, que definiria mais tarde como a perda do medo. Nesta fase, deixou de atender pelo nome de batismo e assumiu o pseudônimo que escolhera para si muitos anos atrás.
Durante esses anos, Cora não deixou de escrever, produzindo poemas ligados à sua história, à ligação com a cidade em que nascera e ao ambiente em que fora criada.
Foi membro efetivo das seguintes entidades culturais:
Academia Goiana de Letras
Academia Feminina de Letras e Artes de Goiás
Gabinete Literário Goiano
União Brasileira de Escritores
Academia Brasiliense de Letras
Em 1979, recebe uma carta de Carlos Drummond de Andrade, a qual a lança definitivamente ao Brasil como uma grande poeta. Durante muitos anos, esse mesmo grande poeta homenageou Cora em diversas cartas e publicações. Viveu 96 anos, sendo 78 dedicados à escrita. Inúmeras foram as participações, condecorações, homenagens e prêmios recebidos. Frequentou somente o curso primário e recebeu o título "Honoris Causa" pela Universidade Federal de Goiás de DOUTORA FEITA PELA VIDA.
"O que vale na vida não é o ponto de partida e sim a caminhada. Caminhando e semeando, no fim terás o que colher".
Cora Coralina
Livros e outras obras
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* Estórias da casa velha da ponte
* Poemas dos Becos de Goiás e estórias mais
* Meninos verdes (Infantil)
* Meu livro de cordel
* O tesouro da casa velha
* A moeda de ouro que o pato engoliu (Infantil)
* Vintém de cobre