Charles-Edouard Jeanneret-Gris, mais conhecido pelo pseudônimo de Le Corbusier, (6 de Outubro de 1887 - 27 de Agosto de 1965) foi um arquiteto, urbanista e pintor francês de origem suiça. É considerado juntamente com Frank Lloyd Wright, Alvar Aalto, Mies van der Rohe e Oscar Niemeyer, um dos mais importantes arquitetos do século XX.
Aos 29 anos mudou-se para Paris, onde adoptou o seu pseudónimo, que foi buscar ao nome do seu avô materno. A sua figura era marcada pelos seus óculos redondos de aros escuros.
Estabeleceu os princípios básicos da técnica de construção racionalista e funcional, que influenciou o desenvolvimento da arquitetura a partir dos anos 20. Descobriu novas formas de cimento armado para tornar as paredes mais leves, sustentadas em poucos apoios, encontrando soluções que permitiam erguer um edifício sobre o terreno e criar paredes-cortina. Usou o cubo como base, com predomínio de tetos planos e grandes janelas, introduzindo os elementos pré-fabricados. A partir de 1929, criou edifícios representativos e bairros inteiros no mundo todo, que pretendiam, como suas obras em Marselha, construídas entre 1947 e 1952, a realização de "máquinas de habitar" confortáveis, rodeadas de natureza. Procurou estabelecer bases para uma cidade ideal a partir de planos urbanos que ainda são discutidos. Desenvolveu um sistema de proporção que determinou medidas de edifícios, o chamado sistema modular, que tomou como referência a estatura de um indivíduo médio com os braços levantados (2,26 metros). Algumas de suas obras mais significativas são a casa dos estudantes suíços, em Paris (1930-1932); o Ministério da Educação do Rio de Janeiro (1936-1945); o centro cultural e administrativo de Chandigarh, na Índia (iniciado em 1950); os edifícios do bairro de Hansa, em Berlim (1956-1957); a igreja da Ascensão de Nôtre-Dame-du-Haut, em Ronchamp (1950-1954); e o mosteiro de La Tourette, em Eveux (1957).